19.8.09

Quando não há cão caça-se com o gato!

Parque Aquático de Amarante (superlotado)

Praia Fluvial em Mondim de Bastos


Praia Fluvial em Amarante

Praia Fluvial em Amarante


Hoje com um grupo de amigos, fomos fazer um pic-nic à moda antiga, combinamos que uns levavam umas coisas e outros outras, a crise tem destas coisas, aprende-se a viver com o que se tem e isso não é necessariamente não divertir nem conviver, em boa companhia de amigos tudo é perfeito ou quase perfeito, rsrs

Bem, a nossa ideia era fazer o pic-nic de manha e à tarde irmos para o Parque Aquático de Amarante, mas as voltas foram todas trocadas, e nem sei se foi melhor assim.

Na Amarante tratamos logo de procurar uma praiínha fluvial, acho que me estou a viciar nas praiínhas, mas eles falam falam mas logo ficam encantados, então encontramos uma com muita sombrinha, tomamos o nosso banho, não estava muito gelada, e tinha lá um sitio óptimo para descansar e devorar o merendeiro.

Seguimos para o Parque Aquático de Amarante e estava superlotado, bem lá viemos nós para trás, todos tristinhos, porque não víamos a hora de escorregar todos naquela agua azulinha, mas nada que desanimar, porque ão procurar um riozito para tomar uma banhoca? ao da manha não, disse eu logo, vamos explorar as redondezas, diz um apara mim - tu só inventas, tá tanto calor para andar ai nas buscas, rsrsrs mas eu nem ligo, combinamos ir a Mondim de Bastos, ali eu sabia que havia algumas e belíssimas, pés ao caminho e descobrimos uma nova linda!

Mas é melhor mostrar as fotos, e sendo hoje o "Dia Mundial da Fotografia" que eu até soube por um blogue que li à pouco, vou postar.

Eu Oh!

18.8.09

Desabafo...


Hoje quando fui ao pão e tomar o meu cafézito, a conversa entre as empregadas na confeitaria, era:

- Está crise está crise mas eu acho que ninguém quer é trabalhar! Temos esse anúncio à porta à uma semana, ninguém respondeu. O Verão é bom, o fundo desemprego ainda melhor, e depois dizem que há muitos desempregados, mas onde estão afinal os desempregados que queiram trabalhar?

Eu, confesso que por um lado não gostei nada de ouvir isto, sabemos que o desemprego sobe em flecha, e há muita gente a passar mal, mas é um facto algumas pessoas devem querer um emprego, não trabalho. Ainda à uns dias fui a um Centro Comercial e na loja dos animais estava lá um letreiro a pedir funcionária, já passei lá outra vez e o letreiro continua. Não é normal, eu pelo menos não acho.

Depois do meu café fui ao Minimercado, falava-se da mesma coisa a dona da loja diz que andou a procura de alguém que lhe pintasse a casa nas férias, e ninguém se mostrou interessado, acabou por ser o marido a pinta-la. No meio da conversa um senhor que estava a escolher a fruta disse:

- Custa-me concordar consigo, mas andei à procura de uma pessoa para o mês de Julho andar comigo a trabalhar, falei com muita malta nova e ninguém estava disponivel.


O que eu acho, é que conforme algumas firmas se aproveitam da crise, despedindo trabalhadores, ou deixando de pagar horas extras, há também muitas pessoas que se aproveitam dos beneficios da segurança social, não é bom ter um ordenado fixo, sem descontos, e não fazer nada?! Deve ser sim!

Mas é uma pena essas pessoas só pensarem nelas, e não pensarem que um dia, quem sabe, não terão direito a reforma, ou então poderão acabar estes subsídios, e quem vier atrás? Fecha a porta? E quem trabalhou um avida inteira e tem pouco rendimentos, vem para casa, e vive de quê?

Eu Oh!

12.8.09

Um dia diferente!

Praia Fluvial da Ponte da Barca

Passeio Pedonal da Praia Fluvial da Ponte da Barca

Ao fundo devia ver-se a Ponte da Barca... ((*_~))

Ponte de Lima


Hoje apeteceu-me dar um passeio o dia está lindo e convidativo para passear, vim à net e abri o mapa de Portugal, porque eu sou tão "tesa" que faço sempre férias cá dentro, e então os meus olhos voltaram-se mais uma vez para o Norte, que conheço mais ou menos bem, mas que há muitos sítios que embora tenha passado, nunca os explorei devidamente, tinha que ser um sitio que tivesse água e muito verde.

Então nesta minha pesquisa encontrei Ponte da Barca, boa ideia falei com o pessoal e lá fomos nós na calma, sem horas e quando chegássemos chegávamos, fomos pela Nacional porque auto-estradas é só para chegar rápido, mas estando de férias e não tendo horas marcadas o melhor e usufruir do que temos e foi assim que fizemos.

Fomos ao IKEA porque precisávamos comprar uma peça de ferramenta que estava a ser precisa, e aproveitamos para tomar lá o pequeno almoço que mais parecia um almoço por 1€, escusado será dizer que metade nem se comeu, e como não se pode desperdiçar nada, e estando nós em crise, trouxemos na eventualidade de dar a fomita pelo caminho.

Seguimos viagem e paramos em Ponte de Lima a pedido da minha filha, que tinha lá estado com os avós à uns anos atrás e queria recordar, está tal e qual eu me lembrava também só que com menos rio, o que é uma pena! E esta é também uma consequência do aquecimento global, a falta de água nos rios e lagos! Temos mesmo que pensar de imediato conservar o ambiente!

Depois do breve passeio por Ponte de Lima seguimos para Ponte da Barca que é uma Vila Portuguesa que pertence ao Distrito de Viana do Castelo, a vista junto ao rio é lindíssima e daí vê-se a ponte que deu origem ao nome desta vila construída em meados do século XV, e que anteriormente tinha o nome de Ponte de S. João da Barca, tem uma praia fluvial lindíssima, muito asseada, e com muitos emigrantes que por ali passam as férias. Fomos almoçar a um restaurante com a vista privilegiada, onde fomos servidos com a a maior simpatia.

Já íamos equipados com fatos de banho e toalhas, porque a minha gente já sabe que para eu mudar de ideias estou aqui três veses, então ja vai tudo preparado para o que der e vier, rs

Estivemos a tirar algumas fotos, com a minha máquina do "tempo do arroz de 15" enquanto fazíamos a digestão para tomar uma banhoca, descobrimos uma parte de relvado e com muita sombra, um chuveiro para nos refrescarmos e o Bar do Rio também muito simpático, ou então como eu estava feliz a mim parecia-me tudo bonito e simpático, mas eu senti assim!

Bem, na hora do banho aí já pensei três veses, porque a água estava mesmo fria, mas nós sabemos que normalmente estas águas do Norte quer do mar ou do rio são muito frias, e como estávamos na brincadeira, pouco a pouco fomos molhando o corpo e depois foi só um acto de coragem, e lá ficamos nós como as criançinhas a brincar uns com os outros.

Ao final da tarde pensamos que já era hora para regressar e a minha filha lembrou-se do lanche, bem a fominha era tanta que lá foi todo o resto do pequeno almoço, eu cá tinha a minha razão! Acabamos de lanchar e lá fomos ao geladito numa esplanada bem fresquinha e onde podemos conversar calmamente sobre o sitio e a peripécias do dia.

No regresso a casa, e porque quando regressamos a casa, nunca mais se chega, como dizia a minha avó "para onde vais? Vou para festa! de onde vens? venhooooooooo daaaaa festaaaaaaaa!" a meio do caminho recebi uma chamada da minha sobrinha de coração e afilhada de casamento, -madrinha onde andas? Eu lá estive a explicar e ela ouvia-me atentamente, mas para não perder muito tempo, convidou-nos para jantar porque queria saber tudo ao pormenor, ela a verdade seja dita, conhece Cuba, México, Republica Dominicana, Marrocos, Brasil, Tailândia, Tunísia, mas Portugal que é nosso e porque parece que já conhecemos tudo, vai conhecendo quando lhe falamos dos nosso passeios.

Chegamos a casa ainda não era muito tarde, lá jantamos no seu bonito jardim iluminado por não mais bonitos candeeiros, parecia mais um jantar romântico do que um jantar de amigos, contei as minha spreripécias, o que gastei, que foi quase a custo zero, e o que me diverti, onde ela me disse: - tia podemos organizar um pic-nic com o pessoal de sexta (um grupo que todas as sextas-feiras que se junta para jantar e contar as "desgraças da semana") e onde se fala de tudo, da educação dos filhos, de politica, futebol e até do que não se deve), então ela ficou de combinar o dito cujo com a malta num destes dias. Veremos!

E como o que é bom acaba depressa, viemos bem rapidinho para casa para tomar uma boa banhoca e descansar que estávamos a merecer.

Amanhã será um outro dia!

Eu Oh!

6.8.09

Sawabona Shikoba



Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milénio.


As relações afectivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.

O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.


A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século.


O amor romântico parte da premissa de que somos uma fracção e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.


Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher.


Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.


A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante.


Uma ideia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.


A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo.


Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.


Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas.


Elas estão começando a perceber que se sentem fracção, mas são inteiras.


O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fracção.


Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma.


É apenas um companheiro de viagem.


O homem é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou.


Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.


O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.


A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.


Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades.


E ela só é possível para aqueles que conseguem trabalhar sua individualidade.


Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afectiva.


A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.


As boas relações afectivas são óptimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém

e ambos crescem.


Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado.


Cada cérebro é único.


Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.


Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gémea e, na verdade, o que fizemos foi inventa-lo ao nosso gosto.


Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.


Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo,

e não a partir do outro.


Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.


O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável.


Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.


Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém. Algumas vezes temos de aprender a nos perdoar a nós mesmos...


Caso tenha ficado curioso(a) em saber o significado de SAWABONA, é um cumprimento usado no sul da África quer dizer: Eu Te respeito, eu te Valorizo,você é importante pra mim”.


Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA que é: “Então eu existo pra você”


Texto de Flávio Gikovate/ Médico Psicanalista


Recebi este email, achei giro e decidi postar.

Eu Oh!

5.8.09

Já te disse hoje?

(família)

Hoje e estando de férias (com a crise com os ordenados pequenos, e uma f lha a entrar para a faculdade, optamos por unanimidade ficar por aqui, e amanhã logo se verá) decidi passar o dia com os meus pais, almocei papinha boa da minha Xica, como trato a minha mãe carinhosamente, não moro muito longe deles e visito-os uma vez por semana, e passamos todos os dias horas ao telefone, infelizmente só com a minha mãe e possível falar ao telefone, o meu pai teve um acidente há sete anos e deixou de ouvir completamente, falar para ele só por gestos ou palavras mono silábicas e mesmo assim é muito complicado.

Foi muito bom estar ali, com vista privilegiada para o rio Douro e para o mar, saudades que eu tenho do barracão que o meu pai fez para guardar as batatas e pisar o vinho, fazia daquele sitio o meu cantinho, escrevia histórias fazia poemas sempre inspirada pelo rio e pelo mar, se calhar o ser aquariana tem tudo a ver. rs lembro que lia "Os Cinco" e armada em escritora com 16 anos fiz uma história que contava as ferias de 5 meninas, ou seja eu e 4 amigas, quanto mais escrevia mais queria escrever, e a historia nunca tinha fim, talvez pela minha imaginação muito fertil, rsrs

Lembrei das brincadeirascom o meu mano e da cabrinha Luciana que o meu pai nos trouxe um dia e a tratava como animal de estimação, os patos que morriam de velhos, porque ninguém ousaria comer nenhum bichinho que fosse nosso! A figueira onde nos empoleirava-mos para tirar os figos docinhos como mel! As videiras já com as uvas pintadas que apanhávamos, tantas saudades....

Mas apesar de tudo, e de relembrar a minha infância que foi como tantas no meio de uma família simples como a minha, vim triste ao ver o meu pai asim e não podermos ter uma conversa como o fizemos tantas veses, a vida nem sempre é justa, mas não adianta questionarmo-nos, adianta continuar ama-los e estar sempre presente quando é preciso, e na minha casa eles sabem que têm um quarto para eles quando acharem que não querem estar sozinhos. Até lá o meu mano querido que tem sido incansável juntamente com a minha cunhada que é uma querida vão lá todos os dias saber se esta tudo bem e ajudar no que for preciso.

E lá vim com as recomendações da mãe, vê se te alimentas, e deita cedo, estas com um ar cansado, e como se não chegasse vim de tachinho com o jantar para a noite.

Mãe já te disse hoje que te amo?

Pai ja te disse hoje que és e foste sempre o melhor pai do mundo?

Mano já te disse hoje como é bom ter-te como irmão e ter nascido nesta familia?

Eu Oh!