Podiam, portanto, ser reis, governadores, magistrados ou conselheiros. Além disso, a Bíblia também não nos diz o seu número. Seriam pelo menos dois, mas a passagem pode deixar transparecer que eram muitos mais e a sua comitiva enorme, já que “toda a Jerusalém se perturbou” com a sua chegada. Ora, é improvável uma cidade inteira perturbar-se somente com a chegada de duas ou três pessoas. Poderá, ser igualmente mítico que os magos tenham encontrado Jesus numa manjedoura. Os pastores terão no encontrado, mas os magos do Oriente não chegaram a Belém nos dias imediatos ao seu nascimento. A sua ida a Belém deve ter demorado alguns bons meses, visto serem do Oriente e as viagens, na época, e sobretudo com a comitiva com que se faziam acompanhar, serem muito demoradas. O PAI NATAL Indissociável do Natal é a figura do Pai Natal. A origem desta personagem natalícia remonta ao século IV à figura de São Nicolau, um bispo da Ásia Menor. A ele estão associados milagres e gestos de grande generosidade sobretudo para com as crianças. Bonacheirão, de faces rosadas e barba branca, vestido de fato vermelho, a conduzir um trenó pelos céus, puxado por oito renas, que, segundo reza a história, desce pela chaminé e deixa presentes na árvore de Natal, no sapatinho e nas peúgas de todas as crianças bem comportadas. Esta foi a imagem criada pela Coca-Cola em 1931 e que persiste no espírito de todas as crianças. Antigamente, o Pai Natal vestia-se de formas muito variadas. Os fatos eram normalmente de cores garridas e na cabeça usava normalmente um barrete ou uma coroa de azevinho. No entanto, a sua figura nunca foi representada de uma forma única e que o caracterizasse universalmente. Até que, em 1931, durante as suas campanhas de Inverno, a empresa Coca-Cola veio resolver a questão.
Usaram a figura de S. Nicolau com umas vestimentas especiais, para promover a famosa bebida. Contrataram um actor para representar o bispo, ao qual vestiram um fato vermelho, de calças e túnica e, na cabeça foi colocado um barrete também ele vermelho, com um debruado a branco e um pompom na ponta. Portanto, estas duas cores foram escolhidas, porque eram as mesmas com que a Coca-Cola era comercializada. Assim, o Pai Natal apareceria com um ar carinhoso e uma garrafa de Coca-Cola na mão. Esta campanha correu o mundo e alcançou um grande sucesso, tornando a figura do Pai Natal verdadeiramente carismática e que já não imaginamos de outro modo. A ÁRVORE DE NATAL As primeiras referências à árvore de Natal datam do século XVI, na Alemanha. Diz-se que foi Lutero (1483-1546), autor da reforma protestante, que após um passeio, pela floresta no Inverno, numa noite de céu limpo e de estrelas brilhantes, que trouxe essa imagem à família sob a forma de Árvore de Natal, com uma estrela brilhante no topo e decorada com velas, isto porque para ele o céu devia ter estado assim no dia do nascimento do Menino Jesus.
Em Portugal, a aceitação da Árvore de Natal é recente. Assim, entre nós, o presépio foi durante muito tempo a única decoração de Natal. Até aos anos 50, a Árvore de Natal era até algo mal vista nas cidades e nos campos era pura e simplesmente ignorada. A TROCA DE PRESENTES Diz a lenda que São Nicolau teve conhecimento de que três raparigas muito pobres não podiam casar-se porque não tinham dinheiro. Então, São Nicolau, comovido, durante a noite, para não ser visto, atirou moedas de ouro pela chaminé, as quais foram cair dentro das meias que nela estavam a secar, junto ao fogo.
Assim terá surgido a tradição de se colocar a meia ou o sapato na chaminé, para que, na manhã do dia de Natal, neles fossem encontrados presentes. A tradição cristã invoca ainda a troca de presentes com base nas ofertas que os magos deram quando Cristo nasceu. Certo é que, com o império da sociedade de consumo, a troca de presentes acaba por assumir-se, nos dias de hoje, como uma das principais características do Natal. TRADIÇÃO DO BACALHAU A Igreja Católica, na época da Idade Média, mantinha um rigoroso calendário onde os cristãos deveriam respeitar os dias de jejum, excluindo de sua dieta alimentar as carnes consideradas “quentes”. O bacalhau era uma comida “fria” e o seu consumo era incentivado pelos comerciantes nos dias de jejum. Com isso, passou a ter forte identificação com a religiosidade e a cultura do povo português. O rigoroso calendário de jejum foi aos poucos sendo desfeito, mas a tradição do bacalhau mantém-se forte nos países de língua portuguesa até os dias de hoje, principalmente no Natal. POSTAIS DE NATAL A confecção do primeiro cartão de Natal, é normalmente atribuída ao britânico Henry Cole que, em 1843, encomendou a uma gráfica um cartão com a mensagem: “Feliz Natal e Próspero Ano Novo” porque não tinha tempo para escrever pessoalmente a todos os seus amigos. Nessa mesma altura, o Reverendo Edward Bradley desenhou à mão juntamente com W. A. Dobson, postais de Natal para enviar a familiares e amigos.
Rapidamente, o costume, de enviar cartões de Boas Festas estendeu-se por toda a Europa. A partir de 1870 a impressão dos cartões passou a ser a cores. O PRESÉPIO Segundo a tradição católica o presépio surgiu no século XIII, pela mão de S. Francisco d’Assis que quis celebrar o Natal da forma mais realista: montou um presépio de palha, com uma imagem do menino Jesus rodeado de animais reais. O sucesso desta representação na noite de Natal de 1223 foi tal que rapidamente se estendeu por toda a Itália e, posteriormente pela restante Europa e América Latina.http://www.vozdodao.net/index.php?option=com_content&view=article&id=995&catid=40:lazer&Itemid=82
