21.12.10

Tradições de Natal - Curiosidades

EXTO RUI PEDRO FARIA Independentemente das concepções religiosas de cada um, a verdade é que não há ninguém (ou quase ninguém) que fique indiferente ao Natal. Ao abordar, de seguida, as origens de determinadas tradições natalícias, não pretendemos, pois, apresentar um estudo cingido ao aspecto religioso. Procuramos, antes, uma análise objectiva e histórica do natal. O Natal, enquanto celebração religiosa do nascimento de Jesus, teve origem na Igreja Católica Romana, expandindo-se, posteriormente, ao protestantismo e ao resto do mundo. A Religião Católica determinou que o nascimento de Jesus Cristo fosse celebrado no dia da antiga festividade romana em honra ao nascimento do Sol (25 de Dezembro), porque não se conhecia ao certo o dia do nascimento de Cristo. Mas há muito que a sociedade relegou para plano secundário a celebração cio nascimento de Jesus Cristo, passando o consumismo a tomar papel central no Natal. OS REIS MAGOS Na tradição da religião Católica, os magos que visitaram Jesus eram três reis. Mas tal pode não corresponder à realidade. A Bíblia diz apenas que eram magos do Oriente. Podiam, portanto, ser reis, governadores, magistrados ou conselheiros. Além disso, a Bíblia também não nos diz o seu número. Seriam pelo menos dois, mas a passagem pode deixar transparecer que eram muitos mais e a sua comitiva enorme, já que “toda a Jerusalém se perturbou” com a sua chegada. Ora, é improvável uma cidade inteira perturbar-se somente com a chegada de duas ou três pessoas. Poderá, ser igualmente mítico que os magos tenham encontrado Jesus numa manjedoura. Os pastores terão no encontrado, mas os magos do Oriente não chegaram a Belém nos dias imediatos ao seu nascimento. A sua ida a Belém deve ter demorado alguns bons meses, visto serem do Oriente e as viagens, na época, e sobretudo com a comitiva com que se faziam acompanhar, serem muito demoradas. O PAI NATAL Indissociável do Natal é a figura do Pai Natal. A origem desta personagem natalícia remonta ao século IV à figura de São Nicolau, um bispo da Ásia Menor. A ele estão associados milagres e gestos de grande generosidade sobretudo para com as crianças. Bonacheirão, de faces rosadas e barba branca, vestido de fato vermelho, a conduzir um trenó pelos céus, puxado por oito renas, que, segundo reza a história, desce pela chaminé e deixa presentes na árvore de Natal, no sapatinho e nas peúgas de todas as crianças bem comportadas. Esta foi a imagem criada pela Coca-Cola em 1931 e que persiste no espírito de todas as crianças. Antigamente, o Pai Natal vestia-se de formas muito variadas. Os fatos eram normalmente de cores garridas e na cabeça usava normalmente um barrete ou uma coroa de azevinho. No entanto, a sua figura nunca foi representada de uma forma única e que o caracterizasse universalmente. Até que, em 1931, durante as suas campanhas de Inverno, a empresa Coca-Cola veio resolver a questão. Usaram a figura de S. Nicolau com umas vestimentas especiais, para promover a famosa bebida. Contrataram um actor para representar o bispo, ao qual vestiram um fato vermelho, de calças e túnica e, na cabeça foi colocado um barrete também ele vermelho, com um debruado a branco e um pompom na ponta. Portanto, estas duas cores foram escolhidas, porque eram as mesmas com que a Coca-Cola era comercializada. Assim, o Pai Natal apareceria com um ar carinhoso e uma garrafa de Coca-Cola na mão. Esta campanha correu o mundo e alcançou um grande sucesso, tornando a figura do Pai Natal verdadeiramente carismática e que já não imaginamos de outro modo. A ÁRVORE DE NATAL As primeiras referências à árvore de Natal datam do século XVI, na Alemanha. Diz-se que foi Lutero (1483-1546), autor da reforma protestante, que após um passeio, pela floresta no Inverno, numa noite de céu limpo e de estrelas brilhantes, que trouxe essa imagem à família sob a forma de Árvore de Natal, com uma estrela brilhante no topo e decorada com velas, isto porque para ele o céu devia ter estado assim no dia do nascimento do Menino Jesus. Em Portugal, a aceitação da Árvore de Natal é recente. Assim, entre nós, o presépio foi durante muito tempo a única decoração de Natal. Até aos anos 50, a Árvore de Natal era até algo mal vista nas cidades e nos campos era pura e simplesmente ignorada. A TROCA DE PRESENTES Diz a lenda que São Nicolau teve conhecimento de que três raparigas muito pobres não podiam casar-se porque não tinham dinheiro. Então, São Nicolau, comovido, durante a noite, para não ser visto, atirou moedas de ouro pela chaminé, as quais foram cair dentro das meias que nela estavam a secar, junto ao fogo. Assim terá surgido a tradição de se colocar a meia ou o sapato na chaminé, para que, na manhã do dia de Natal, neles fossem encontrados presentes. A tradição cristã invoca ainda a troca de presentes com base nas ofertas que os magos deram quando Cristo nasceu. Certo é que, com o império da sociedade de consumo, a troca de presentes acaba por assumir-se, nos dias de hoje, como uma das principais características do Natal. TRADIÇÃO DO BACALHAU A Igreja Católica, na época da Idade Média, mantinha um rigoroso calendário onde os cristãos deveriam respeitar os dias de jejum, excluindo de sua dieta alimentar as carnes consideradas “quentes”. O bacalhau era uma comida “fria” e o seu consumo era incentivado pelos comerciantes nos dias de jejum. Com isso, passou a ter forte identificação com a religiosidade e a cultura do povo português. O rigoroso calendário de jejum foi aos poucos sendo desfeito, mas a tradição do bacalhau mantém-se forte nos países de língua portuguesa até os dias de hoje, principalmente no Natal. POSTAIS DE NATAL A confecção do primeiro cartão de Natal, é normalmente atribuída ao britânico Henry Cole que, em 1843, encomendou a uma gráfica um cartão com a mensagem: “Feliz Natal e Próspero Ano Novo” porque não tinha tempo para escrever pessoalmente a todos os seus amigos. Nessa mesma altura, o Reverendo Edward Bradley desenhou à mão juntamente com W. A. Dobson, postais de Natal para enviar a familiares e amigos. Rapidamente, o costume, de enviar cartões de Boas Festas estendeu-se por toda a Europa. A partir de 1870 a impressão dos cartões passou a ser a cores. O PRESÉPIO Segundo a tradição católica o presépio surgiu no século XIII, pela mão de S. Francisco d’Assis que quis celebrar o Natal da forma mais realista: montou um presépio de palha, com uma imagem do menino Jesus rodeado de animais reais. O sucesso desta representação na noite de Natal de 1223 foi tal que rapidamente se estendeu por toda a Itália e, posteriormente pela restante Europa e América Latina.

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9.12.10

Parabéns Mãe


Bom dia mãe,

Queria tanto dar-te os parabéns, mas tu não estas, não ouço a tua voz, estou triste, fazes-me tanta falta.

Logo a noite vou olhar para o céu e vou descobrir-te no meio de muitas estrelas, e vou sorrir para ti, está atenta.

Amo-te mais que ontem e menos do que amanha!