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9.4.15

Amizade...



Já não venho há muito tempo ao meu blogue mas hoje sinto necessidade de escrever o que se passou comigo.

Conheci a A. há 7 anos, nas minhas viagens de autocarro para o emprego, é normal começarmos a falar quando nos começamos a ver todos os dias e à mesma hora, conversávamos do  trabalho, dos filhos e da vida, é praticamente minha vizinha, tem uma filha da idade da minha, que também emigrou, tínhamos sempre tema para conversa, mas não passava daí a nossa amizade.

Mudou de local de trabalho novos horários, e deixamos de nos ver com tanta frequência, e na última vez que a vi tivemos uma longa conversa sobre as nossas filhas, e senti-a muito em baixo, porque não aceita ao fim de 2 anos, a filha ter ido trabalhar para outro país.


Hoje eram 10:30 recebi uma chamada, quando vi o nome assustei-me um pouco porque só tinha trocado o numero de telefone com a A., mas nunca tínhamos falado ao telefone.

Atendi e do outro  lado senti uma voz arrastada, doente pensei, chorava e dizia que estava sem forças, não tinha ido trabalhar e nem queria sair, eu fiquei sem saber o que fazer, ou o que dizer, mas depois perguntei se queria que fosse lá a casa levar uma sopa ou conversar, ela continuava a queixar-se, mas eu precisava tratar do meu pai e fiquei de lhe ligar passado una hora e ela deu-me o nº da porta e o andar, e fui la levar uma sopa, depois de dar o almoço ao meu pai.

Quando cheguei a casa da A ela estava de pijama e com uma cara cansada, e de olhos semi-serrados, estava mal, e depois na conversa vim a saber que estava a tratar-se de uma depressão, e precisava falar, ia comendo a sopa e contando o que a afligia, e realmente fiquei abismada com o que me contava.

Conforme recorreu a mim para falar, recorreu a alguém sem escrúpulos que a convenceu de que o que tinha não era depressão, eram espíritos entranhados nela, como estava fraca, aceitou ajuda, e isso custou-lhe 2 800 euros.

Resumindo ela estava mal e ficou péssima.

Recorreu a uma instituição de solidariedade, onde fazem reuniões com pessoas que se encontram com os mesmos problemas, mas deixou de ir a essas reuniões, por isso sente-se muito sozinha.

Arrumei-lhe a cozinha, fiz-lhe arrozinho para noite e para ela levar para o emprego se se sentir mais animada, convenci-a a sair e a ir trabalhar, porque nem com baixa está, fomos tomar um café e dar uma voltinha pelo parque, e as 16:00 tinha que a deixar e ela prometeu-me ir a uma dessas reuniões ao fim da tarde.

Mas confesso que vim para casa com medo de a deixar sozinha,


Ás 20:00 ligou-me com uma voz mais animada, estava a sair da reunião, a agradeceu a minha disponibilidade.

Eu sei que foi muito pouco o que dei, e sei que não resolvi de todo os problemas da A., mas sei o que eu acho muito importante na Vida, ter AMIGOS!

Eu oh! ((*_*))

4.6.12

Visita ao Hospital


  (Acho que aqui faltam os balões coloridos)

Hoje o dia foi muito preenchido, tive imenso que fazer no escritório inclusive na hora de almoço, e sai mais cedo para ir ver a P ao hospital, pensava que podia ir para casa hoje mas isso não foi possível, ela está bem mas continua com testes para ver ao qual se adapta melhor. Ela ligou-me a dizer que já não ia para casa, e admiro-a imenso porque aquela miúda tem muita força,  embora triste porque é o dia do seu aniversário e está longe dos que mais ama, ela sabe que tem que ser assim.

Então colhi uma rosas no jardim do escritório, fiz-lhe um cartãozinho de parabéns, e sai mais cedo para lhe ir dar os parabéns. pelo caminho pensava que faltava o bolinho e as velas, então passei pela confeitaria e comprei um queque e uma vela, depois logo se veria como eu iria fazer.

Cheguei ao Hospital e na porta da enfermaria, foi uma confusão, porque eu estava com a carteira, com um saco, com as flores na mão, e não queria que ela me visse antes de colocar a velinha no queque, ehehe mas rapidamente uma auxiliar muito simpática de ofereceu para ajudar, porque também ela sabia do aniversario da P e já lhe tinha oferecido um vasinho, entrei na enfermaria de 3 camas e a P estava deitadinha e virada para a janela, sabe-se lá o que aquela cabecinha pensava e o coraçãozinho dizia, eu de sacas nos braços, ramo numa mão e bolo com a velinha acesa na outra entrei na enfermaria a cantar os parabéns, ela voltou-se e sorriu e só me disse: -Só mesmo a C se lembraria de uma coisa dessas! fiquei feliz por saber que neste dia ela também não se iria sentir tão triste!

A auxiliar juntou-se a nós, tiramos fotos e fizemos uma micro festinha ((*_*)) e ate me pediu para  adicionar no facebook quando a P lhe disse que me conheceu no face, e assim fiz mais uma amiguinha ((*_~))

Espero que a P fique bem, e volta rapidinho para perto do seu menino e do seu marido.

Eu Oh!

2.4.11

Estou Aqui Amiga...


Hoje fui fazer uma visita a M.. A M. é uma amiga minha de criança e adolescência, dávamo-nos muito bem, mas quando começamos a namorar fomo-nos afastando ate que perdemos o contacto uma da outra, mas eu ia tendo noticias dela traves de familiares que eram vizinhos.

Temos histórias incríveis do nosso tempo de adolescência, passeava-mos imenso, íamos ao cinema, a praia, e tínhamos os nossos namoricos e divirtamo-nos porque não levávamos nada a serio se calhar por isso casamos mais tarde do que naquela altura as pessoas casavam.

Depois tenho que passar para este cantinho pelo menos 2 histórias minha da M. ehehe

Falando da minha visita porque preciso passar para o papel o que estou a sentir neste momento.

Há três semanas atrás numa das visitas frequentes da minha cunhadinha soube que a M se tinha tentado suicidar, o meu chão desapareceu, senti-me um nó na garganta, uma dor no estômago fiquei bastante mal, pedi de imediato para me saberem o nº de telefone dela precisava falar com ela.

A M. tinha um negócio e começou a correr mal as pessoas coma crise deixaram de pagar, e ela começou a não ter dinheiro para pagar aos fornecedores, contraiu dividas e mais dividas e não as conseguiu pagar, nem falou em casa com o marido e o filho, fechou-se num outro mundo que não a deixava dormir, comer nem conviver, e decidiu ir para casa do filho aproveitando a ausência dele e tentou por termo a vida com uma garrafa de whisky e uma cais de pastilhas.

Quando obtive o numero do telemóvel, avisaram-me que ela não atendia ninguém, e eu como também não sei dizer nada nestas alturas achei melhor enviar-lhe uma sms, que dizia que fiquei triste com a noticia, mas que não era ninguém para julga-la, e que estava disponível se ela precisasse falar.

Nesse mesmo dia ela ligou-me, eu tremia por tudo quanto era lado queria fazer-me forte, e acho que consegui, falamos imenso tempo, e ela contou os problemas dela e explicou porque fez aquilo, aconselhei, mas nestas alturas falar é fácil, como ela me disse, mas quem está nelas é que sofre.

Mantivemo-nos em contacto e ela disse-me que não estava em condições de andar na rua, mas gostaria muito de me ver e conversar comigo, e lá fui eu hoje, tivemos uma boa e longa conversa. A M, não esta nada como era, muito em baixo, sem gostar dela, o cabelo a roupa e ela mesmo estavam como desgastados pelo tempo e desgostos da vida. Para o fim ela já se ria, porque eu quando quero também sei fazer sorrir e rir. Convenci-a para a semana vir a minha casa, vou pintar-lhe o cabelo porque e mais barato em casa e depois vamos ao cabeleireiro fazer um corte sexy, ela só se ria e agradecia eu ter aparecido neste momento! E eu estava feliz por a ver sorrir e vim levezinha de coração, acho que vamos conseguir com que saia um cadinho da toca. Em relação as dividas, a família agora sabe, e vai tentar ajudar a salda-las, disse-me também que agora tinha visto quem eram os amigos, tem tido desilusões atrás de desilusões com pessoas que achavam que eram amigos e só falam mal. Mas nós sabemos que é assim, quanto mais na mer… se está mais nos afundamos, se não tivermos uma mão amiga.

Mas eu estou aqui M. para o que der e vier.

Eu Oh!