Quinta-feira 7 da manhã vim preparar o pequeno almoço, o Ozzi, o gato da minha filha não veio ter comigo ao cozinha como era habitual, achei estranho mas o tempo é sempre tão curto, que quando o fui procurar para dar mimo antes de sair não o vi não o procurei.
Fui trabalhar mas sempre com o Ozzi na ideia, estava ansiosa por chegar a casa para ver como ele estava.
Quando cheguei a casa não o vi a minha espera a porta, o meu coração disparou, procurei-opor toda a parte, abri armários, gavetas e ate a maquina de levar fui procura-lo, o Ozzi não estava, meu Deus o que ia dizer à minha filha quando viesse passar o fim de semana? Se ele anda sempre atrás dela e ela lhe chama "o meu bebé!"? Se ele a acompanha em tudo, a estudar , a ver TV, a comer, e ate a namorar! rsrs
Decidi ir para a rua procura-lo pela proximidades, andei na rua a ver se o via e a chamar por ele ate as 10 h da noite, aparecia tudo que era gato vadio, mas o Ozzi não.
Vim para casa, triste por saber o desgosto que a minha princesa iria ter, e só lembrava das festinhas que ele me dava quando estava menos bem, a companhia que me fazia quando estava sozinha, como pude eu esquecer-me de fechar uma janela, mas um 3º andar era difícil também de saltar, pensava eu!
A meia noite quando o J. chegou fomos os dois procura-lo andamos ate tarde e não o conseguimos ver. De noite sempre nas janelas, não dormimos, e eu só queria encontra-lo...
De manha bem cedinho fui bem mais longe, acho que andei ate cansar, vim para casa mas não conseguia estar calma, liguei para uma colega avisar que não ia trabalhar, não sossegaria.
Nada de Ozzi, mas não desisti de procurar, acho que passei pelos mesmos sítios veses sem conta, decidi vir a net e procurar saber porque fogem os gatos e se voltavam para casa, e li que sim, se forem bem tratados, eles sempre voltam, descansei mas como iria explicar isto à princesa?!
Chegou a casa e eu tive que lhe dar a triste noticia, meus Deus como ela sofria, como ela chorava, eu não tinha palavras, nem sabia como convence-la de que ele voltava, pousou a mala pegou na chaves e a chorar foi procura-lo mais uma vez, as pessoas quando viam o seu desespero voluntariaram-se para ajudar na busca, um grupo de rapazes, uma senhora que adorava gatos, um senhor que lavava o carro, outra senhora que passeava os cães, enfim muita gente que entendia o que ela sofria, mesmo por um gato (muita gente deve pensar que é um disparate, sobretudo pessoas que não têm animais, ou não têm sentimentos).
Aconselharam-nos a procurar mais tarde, demos o nº telemóvel caso houvesse boas noticias, convencia-a a que à noite o iríamos procurar, ele viria, eu tinha a certeza e disse-lhe isso, eu sentia.
Quando subimos ela foi para a janela, não quis jantar, dei-lhe um chá mas confesso que ate eu já estava a ficar sem forças, depois de tantas horas na rua, tocaram a porta os rapazes encontraram um gato com as características do nosso, fomos a correr mas falso alarme, era lindo sim, mas não era o nosso.
Quando o J, chegou jantou e fomos os dois, ela já estava sem forças, a viagem de 3 horas, e o choque e outras 3 a andar de lado para lado deixaram-na muito mal, então pedi-lhe para ficar sossegada que nós íamos e ela ficaria na janela.
Saímos do prédio e ao olhar para o cimo da rua, ele diz - olha não e o ozzi de cauda levantada? Eu nem sabia, se fosse sozinha no estado em que estava nem o conseguia ver, mas dirigimo-nos para la e ele ficou por baixo de um carro, ligamos a R. ela veio imediatamente com aqueles olhos inchados, branca como cal, deitou-se no chão e começou a chama-lo, ele estava assustadiço, não se chagava a ela, mudou de posição 3 veses, e ela também com muita calma, conversou com ele, nós mais afastados, e de repente conseguiu apanha-lo, meus Deus a cara da minha princesa modificou, o coraçaozito disparou, só dizia, obrigada meu Deus, obrigada meu Deus!
Trouxe-o deu-lhe de comer, limpou-o fez muito miminhos, e agora dormem os dois como sempre, ele em cima da almofada dela acima da cabeça, como se a protegesse!
Recebi mensagem da senhora a perguntar se queria que fosse connosco procurar porque era uma boa hora, silencio e eles procuravam comida. Felizmente não foi preciso. Obrigada D. Susana! Obrigada rapazes, obrigada a todos que nos ajudaram.
"A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido.
Não na vitória propriamente dita."
Mahatma Gandhi
Eu Oh!
1 comentário:
Vivi estes momentos de aflição ao ler o que relataste, estava a imaginar-me nessa situação porque já passei uma identica com a minha Matildee, uma cadelinha que nos foi oferecida há uns anos e que nos fugiu sem conhecer aquela terra onde moravamos, porque tinha vindo de Lisboa.
Ímagino os quilometros que fizeste a pé e a ansiedade com que observavas tudo, inclusivé os sons. São momentos de grande desespero. Só mesmo quem gosta de animais consegue entender! Fico muito triste quando me dizem "sofrer por um gato ou um cão? Esta gente não anda boa." Acho que quem não anda bem é quem não dosta deles porque como tu dizes também não devem gostar de pessoas.
Estou muito feliz especialmente pela tua Princesa que bem precisa de tranquilidade.
Um grande beijinho para as duas e uma festinha para o safadeco:-)
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